O título desse post faz referência ao historiador medievalista Jacques Le Goff* em A história deve ser dívida em pedaços?. Neste ensaio Le Goff estimula uma maior atenção à periodização do estudo histórico e a necessidade de evoluir a percepção das informações advinda das fontes oferecidas.
Toda história tem seu ponto de partida e o nosso é a referência temporal. A primeira pergunta ao se estudar História é: Quando aconteceu? Revolução Francesa, chegada dos europeus nas Américas, construção da Muralha da China, ida do Homem à Lua... todo o desenvolvimento e seu contexto social, político, econômico ou religioso passa pela análise da temporalidade do evento.
Surgiram assim metodologias em estabelecer marcos temporais dividindo o antes e depois, refletindo a época em que foram propostos, com todas as suas influências políticas, culturais e religiosas e, mesmo com toda essa diversidade, as divisões propostas não se tornam inválidas. Ao contrário, se tornam objetos de estudo e análise.
A referência temporal utilizada aqui no Prelúdios Invasivos será a linha temporal clássica:
Mesmo eurocêntrica* e resumida, entendo que para iniciar esse blog ela é suficiente. A divisão aqui serve apenas para referenciar o assunto proposto e quando não for suficiente, ela será adaptada ou até substituída.
É necessário perceber a História não como um desenvolvimento linear contínuo de acontecimentos globais repentinos que afetaram igualmente o mundo, mas sim como acontecimentos gradativos isolados ou simultâneos que podem se repetir ou não.
O estudo da História é fluído, dinâmico e não deve ser propriedade exclusiva da academia. É um dos instintos mais básicos: olhar para o passado para entender o presente e projetar o futuro e deve ser construído, contado e celebrado por todos nós.
Ansiosa pelos próximos conteúdos!
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